Lab visita nova sede do Mercado Livre

8 de Julho de 2017 às 20:59

Por Márcio Jesus de Morais

  • Time do LAB

O LAB17340 juntamente com a BandUP! foi conhecer a nova sede do Mercado Livre no dia 05 de julho, uma "cidade" que custou R$ 105 milhões e ocupada e ocupa 33 mil metros quadrados com 17 mil metros quadrados de área construída. O projeto foi baseado em pesquisas no Vale do Silício e bem semelhante à nova sede do Facebook. Localizado na cidade de Osaco o novo escritório-cidade foi projetado para abrigar mais de duas mil pessoas, e foi apelidado de Melicidade (Mercado Livre Cidade).

O auditório fica bem na entrada do edifício, para ser usado em eventos externos. A capacidade é de 200 pessoas.

Toda a área é dividida em blocos de escritório, onde cada bloco foi apelidado com o nome de uma cidade diferente, como Vitória, Rio de Janeiro, Oiapoque e Chuí. Os nomes foram escolhidos por meio de um concurso interno entre os funcionários. São 1.100 postos de trabalho, que se transformarão em 1.500.

O restaurante, que tem espaço para 450 pessoas, serve quatro menus diferentes: um brasileiro, grill, saladas e cozinha internacional.

Como diferencial, o Mercado Livre apostou na sustentabilidade. Atualmente, a sede da empresa é o segundo maior espaço privado em termos de uso de energia solar no Brasil - atrás apenas do estádio Mineirão. O ambiente foi projetado para permitir a entrada de luz natural. Todas as 2.800 lâmpadas são de LED, o que reduz em até 75% o uso de energia. Para ser ainda mais sustentável, a empresa instalou 2.000 painéis fotovoltaicos para capturar energia solar. Em dias de sol, a energia solar corresponde a 50% de tudo o que é gasto no complexo. Ela ainda possui um programa de reciclagem e reutiliza 80% de toda água da chuva, com ajuda de 4 tanques de reuso. Eles praticam também a reciclagem e incentivam que seus funcionários não usem carro pelo menos uma vez por semana.

O Meli Mall tem espaço para manicures, consultório médico, atendimento de nutricionista e uma sala para massagem.

Para decorar toda a sede, a empresa convidou quatro artistas plásticos responsáveis por dar cor ao ambiente, que deixaram suas marcas no mobiliário e em diversos painés. Timoteo Lacroze, Rimón Guimarães, Mart Aire e João Lelo.

No lobby, há um auditório para 200 pessoas e pequenas salas redondas apelidadas de "macetas", onde podem acontecer reuniões. Startups parceiras poderão usar essa área comum para trabalhar, o que caracteriza a estratégia da companhia de trabalho cooperativo e "open office".

O funcionário pode escolher entre dois espaços de academia para se exercitar. De um lado estão os exercícios aeróbicos e, do outro, aparelhos voltados para musculação.

Há algumas salas específicas para o oferecimento de aulas de inglês e espanhol, às quais todos os funcionários têm direito.

No centro das salas de trabalho, há o "Meli coffee", onde funcionários podem sentar e tomar um café ao longo do dia.

Ainda neste ambiente de trabalho, há uma grande mesa e uma estante de para estudo, na chamada "meliteca". Segundo porta-vozes da companhia, muitos dos funcionários são também estudantes.

Como boa parte das empresas de tecnologia que serviram de inspiração à Melicidade, nem tudo diz respeito a trabalho na construção.

Dentro do espaço chamado "Melimall", há academia, sala de jogos, de massagem, de descanso, centro médico e até uma sala de beleza com manicures.

Segundo a companhia, ainda não há números disponíveis, mas essas instalações já aumentaram o tempo que os funcionários passam dentro da empresa neste primeiro mês.

Em outro ambiente, o restaurante tem espaço para 450 pessoas ao mesmo tempo. Lá, a comida é paga com um cartão de benefícios entregue a todos os funcionários ; bebida e sobremesa são servidas à vontade.

Com transporte disponível para ir e voltar da estação de trem mais próxima, a Melicidade e seu restaurante ficam abertos 7 dias por semana para atender às necessidades dos funcionários e parceiros.

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